Fundação Apolônio Salles de Desenvolvimento Educacional
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Projeto Mamucabas refloresta Mata Atlântica e gera renda às comunidades locais

LogoAs técnicas tradicionais de cultivo agropecuário, com o uso de queimadas e de agrotóxicos, bem como a valorização de espécies exóticas em detrimento às nativas, são fatores de degradação da Mata Atlântica. Por outro lado, técnicas alternativas de menor impacto sobre o ecossistema, como sistemas agroflorestais e orgânicos, além de reduzirem os fatores agressivos da floresta, podem gerar renda aos produtores rurais. Assim, embasado nisto, o Programa de Ações Integradas para Revitalização da Bacia Hidrográfica do Rio Mamucabas está sendo implantado, através do contrato CHESF/FADURPE para o desenvolvimento do projeto de Revitalização do Rio Mamucabas.

O Programa, que está dentro das orientações do Plano de Manejo da Rebio de Saltinho, tem como objetivo principal a recomposição de 55 hectares de Mata Atlântica nas Áreas de Preservação Permanente na Bacia Hidrográfica do Rio Mamucabas, que fica situada no litoral sul pernambucano – nos municípios de Tamandaré e Rio Formoso. Para a realização de tal meta, foi preparado um Plano de Educação Ambiental específico para os assentados, no qual a prioridade é a capacitação dos mesmos em ecotrabalhos.

A idéia do programa é desenvolver de forma integrada aspectos sociais, econômicos e ambientais. Isto porque, além de recuperar a Mata Atlântica, é necessário fazer parceria com as comunidades envolvidas a fim de garantir a preservação e conservação do meio ambiente. Para tanto, foram preparadas cinco oficinas: fitoterapia, artesanato, panificação, doces e meliponicultura. A educação ambiental e florestal estão presentes em todos os cursos, de forma a resgatar os valores de convivência com a Floresta Atlântica – através dos conhecimentos de etnobotânica da comunidade local – valorizando os saberes antigos e as necessidades modernas, com a introdução dos conceitos de sustentabilidade e ecologia.

Oficinas ajudam na geração de renda

O chamado êxodo rural na Zona da Mata do Nordeste agrava-se pela ausência de alternativas de trabalho para a população que dependia quase exclusivamente da produção canavieira. A multiplicação de assentamentos da reforma agrária impõe como desafio a valorização dos produtos da agricultura e do artesanato familiar da região. Para os segmentos mais jovens, torna-se fundamental enriquecer sua formação, introduzindo conhecimentos que podem ser úteis na busca de emprego no mercado de trabalho ou na produção familiar para geração de renda.

As capacitações propostas priorizam as aulas práticas. Os produtores planejam o uso de suas terras, abrindo espaços para sistemas agroflorestais e de policultura, cultivos orgânicos e Reservas Florestais Legais, de forma a recuperar e proteger as Áreas de Preservação Permanente.

Dentre todas as oficinas (artesanato, doces, fitoterapia, meliponicultura e panificação), destacamos a de fitoterapia. Esta surgiu, principalmente, para melhorar a qualidade de vida das comunidades envolvidas através da confecção de produtos baseados em recursos naturais de forma sustentável. A proposta de criar um centro de produção de fitoterápicos surgiu como uma estratégia a mais do projeto de revitalização da Bacia Hidrográfica do Rio Mamucabas. Através da capacitação, foram desenvolvidos diversos produtos com a matéria prima da Mata Atlântica. Assim, cria-se a responsabilidade social, melhora a qualidade de vida e, ainda, gera renda para esses novos produtores.

Para os interessados em adquirir os produtos, é só entrar em contato com João Bosco (8896-5607) ou Maria Elizabete (8722-4020), ambos são da Associação Monte Santo, em Tamandaré.

Abaixo, os produtos que são confeccionados:


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