O curso de especialização em biologia vegetal surge da necessidade de qualificar os professores de ciências do ensino fundamental e médio, objetivando contribuir de alguma forma com uma metodologia voltada à realidade do aluno. O grande problema dos professores de botânica é que a metodologia predominante ainda é a aula expositiva teórica. É provável que essa prática seja um reflexo da formação do professor, que por não ter conhecimento aprofundado no assunto, fica limitado apenas à explicação dada pelo livro, causando aversão e desinteresse a quem é ministrada.
A motivação que tem auxiliado na apresentação deste curso, emerge principalmente do fato de que um dos principais caminhos que levará à melhoria do ensino é uma metodologia com aplicação de técnicas pedagógicas, colocando o aluno diretamente em contato com o conteúdo a ser estudado, sendo a prática a base para buscar a fundamentação teórica, visando à construção do conhecimento. Josabete S. B. de Carvalho
Unidade Mantenedora: Fundação Apolônio Sales de Desenvolvimento Educacional –FADURPE.
Unidade de Ensino Executora: Unidade Acadêmica de Garanhuns/ Universidade Federal Rural de Pernambuco (UAG/UFRPE).
Curso: Curso de Especialização em Biologia Vegetal.
Área de Conhecimento: Ciências, Botânica.
Local de Realização do Curso:
Unidade Acadêmica de Garanhuns
Avenida Bom Pastor, s/n, Bairro Boa Vista CEP 55.296-901 Garanhuns, PE
Telefone: (87) 3761.0969 ou 3761.088
Promoção: Unidade Acadêmica de Garanhuns.
A história da Universidade Federal Rural de Pernambuco teve início no dia 3 de novembro de 1912, quando foi lançada a pedra fundamental do edifício que abrigaria as Escolas Superiores de Agricultura e Medicina Veterinária, inauguradas no dia 01 de fevereiro de 1914, na cidade de Olinda, pelo Reverendo Abade do Mosteiro de São Bento, Dom Pedro Roeser. A trajetória da Universidade vem, desde então, caminhando para a formação do que hoje é a UFRPE, instituição que engloba atualmente seis campi e oferece 19 cursos de graduação, 14 Programas de Pós-graduação, além de cursos de nível médio.
Em 07 de janeiro, o curso de Agronomia foi transferido para o Engenho São Bento, uma propriedade da Ordem Beneditina, localizado no Município de São Lourenço da Mata, Pernambuco. O curso de Veterinária permaneceu em Olinda, compondo a Escola Superior de Veterinária São Bento. Em 09 de dezembro de 1936, a Escola Superior de Agricultura São Bento foi desapropriada pela lei 2443 do Congresso Estadual e Ato nº 1.802 do Poder Executivo, passando a denominar-se Escola Superior de Agricultura de Pernambuco (ESAP). Pelo Decreto nº 82, de 12 de março de 1938, a ESAP foi transferida do Engenho São Bento para o Bairro de Dois Irmãos, em Recife, onde permanece. A Universidade Federal Rural de Pernambuco foi criada pelo Decreto Estadual 1.741, de 24 de julho de 1947, incorporando as Escolas Superiores de Agricultura, Veterinária, e a escola Agrotécnica de São Lourenço da Mata e o Curso de Magistério de Economia Doméstica Rural. No dia 4 de julho de 1955, através da Lei Federal nº 2.524, a Universidade foi então federalizada, passando a fazer parte do Sistema Federal de Ensino Agrícola Superior. Com a promulgação do Decreto Federal 60.731, de 19 de maio de 1967, a instituição passou a denominar-se Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE).
Atualmente, a UFRPE oferece 19 cursos de graduação, 15 programas de Pós-Graduação nos níveis de Mestrado e Doutorado, além de cursos de Especialização, Aperfeiçoamento e Extensão. A finalidade dos cursos de pós-graduação (especialização, mestrado e doutorado) oferecidos pela UFRPE é desenvolver e aprofundar os estudos feitos nos cursos de graduação, no que se refere à competência científica e profissional. Contempla-se, dessa forma, a verticalização do ensino, na medida em que desde a graduação até as etapas que a pós-graduação é formada podem ser usadas como fases preliminares de programas de mestrado e doutorado.
A Unidade Acadêmica de Garanhuns (UAG), criada dentro do programa de expansão do sistema federal de ensino superior, foi a primeira extensão universitária a ser instalada no país. Essa expansão teve como justificativa a concretização de um dos principais papéis sociais das políticas educacionais públicas: influir no desenvolvimento regional, impulsionar o seu crescimento econômico sustentável e inserir-se na cultura local de forma a contribuir para o bem estar social e humano da população. Segundo o Prof. Dr. Alberto E. P. de Araújo (em seu texto Garanhuns e a expansão do ensino superior: o sentido de uma universidade), a universidade deve atuar, basicamente, em duas direções: criar mão de obra qualificada com cultura empreendedora e sustentável, na busca das soluções para problemas locais e regionais; dessa forma, gerará emprego e renda. Em outra direção, é preciso superar o pragmatismo da modernidade, retomando o sentido humanista como um dos grandes eixos da universidade e do desenvolvimento sustentável.
A Unidade Acadêmica de Garanhuns (UAG) está localizado no Agreste Meridional de Pernambuco, onde se caracteriza como cidade das flores e/ou cidade turística, com 117.749 habitantes. A região apresenta estação chuvosa no outono, sendo classificada no tipo climático mesotérmico. A área da macroregião de Garanhuns é representativa destes espaços úmidos e sub-úmidos e foi incluída por MELO (1989) na feição morfoclimática de “Brejos” de Altitude ou de Exposição. Estes brejos apresentam como entorno a vegetação hipo e hiperxerófila do Agreste verdadeiro. BARROS et al. (1989) comentam que a maior riqueza florística no Estado de Pernambuco está concentrada nas subzonas de Mata Úmida e Serrana (Brejos de Altitude). Os Brejos de Altitude constituem, em Pernambuco, disjunções da Floresta Tropical Perenifólia, dentro da Zona da Caatinga (ANDRADE-LIMA, 1960). Estas áreas são detentoras de habitat’s originais úmidos, que abrigam fáceis vegetais distintos, levando a uma diversificação da vida vegetal em todas as formas (ANDRADE & LINS, 1964). A biodiversidade desses ecossistemas constitui patrimônio genético de valor inestimável (SALES et al., 1998).
A UAG também ocupa posição estratégica para os demais municípios da região (Águas Belas, Angelim, Brejão, Bom Conselho, Caetés, Calçados, Canhotinho, Capoeiras, Correntes, Iati, Jupi, Jucati, Jurema, Lajedo, Lagoa do Ouro, Palmeirina, Paranatama, Saloá, São Bento do Una, São João, Terezinha e Garanhuns) para comercialização, abastecimento e difusão de tecnologias. Diante da sua grande importância na qualificação do aluno para o exercício do magistério e pesquisa, e pela atual realidade dos professores de ciências, que apresentam grandes dificuldades para lecionar o conteúdo de botânica, se faz necessário a implantação de um curso de especialização em Biologia Vegetal para que o aluno tenha uma melhor qualificação no ensino de botânica e possa desenvolver projetos de pesquisas nos diferentes ramos do mundo vegetal, incluindo a taxonomia, a fisiologia, a ecologia e a biotecnologia, desenvolvendo ações que visem a diversificação e o fortalecimento da agricultura local.
É provável que a metodologia adotada pelos professores de botânica, seja um reflexo da sua formação, que por não ter tido conhecimento aprofundado no assunto, fica limitado apenas à explicação dada pelo livro, causando aversão e desinteresse a quem é ministrada. A motivação que tem auxiliado na elaboração deste curso, emerge principalmente do fato de que um dos principais caminhos que levará à melhoria do ensino é uma metodologia com aplicação de técnicas pedagógicas, colocando o aluno diretamente em contato com o conteúdo a ser estudado, sendo a prática a base para buscar a fundamentação teórica, visando à construção do conhecimento. Acredito que esta seja a forma de reverter a atual situação.
Assim sendo, o Curso de Especialização em Biologia Vegetal da UAG será dirigido a profissionais que desejam atualizar e ampliar conhecimentos e habilidades na área de Botânica, em decorrência das políticas de formação e valorização do magistério. Dentro deste contexto, a realização deste curso possibilitará uma melhor diversificação da produção na região e também o aluno será mais bem preparado para o processo de seleção do Mestrado e Doutorado nas Universidades de Pernambuco.
Coordenação Geral:
Prof. Dra. Josabete Salgueiro Bezerra de Carvalho
Doutora em Botânica – UFRPE
Coordenação Pedagógica:
Daiane Felberg Antunes
Mestrado em Genética - Biologia Molecular -UFPE
Qualificar os professores da educação básica para trabalhar com questões da preservação ambiental, mediante o fortalecimento dos seus conhecimentos em Biologia Vegetal, além de incentivar e possibilitar o desenvolvimento de estudos e pesquisas na área de Botânica, que trará importantes avanços no conhecimento da flora do Agreste Meridional de Pernambuco.
Carga Horária
. 360 horas/aula
. 90 horas da monografia
O curso é dirigido a:
. Professores do Ensino Fundamental e Médio de Ciências e Biologia, Bacharel em Biologia, e Graduados em áreas afins.
Nº de vagas:
. Mínimo: 30 alunos
. Máximo: 40 alunos
Da freqüência:
. O aluno deverá freqüentar, no mínimo, 75% (setenta e cinco por cento) das aulas presenciais, em cada disciplina, conforme o Art. 4. da Resolução n. 12 de 25.11.1987, do Conselho Estadual de Educação.
Inscrição:
- Ficha de inscrição preenchida (modelo disponível na secretaria da UAG/UFRPE);
- Curriculum vitae (resumido – modelo disponível na secretaria da UAG/UFRPE);
- Fotocópia autenticada de conclusão do curso superior, com respectivo histórico escolar;
- Fotocópia autenticada da carteira de identidade e CPF;
- 01 Fotografia 3 x 4.
Seleção:
Os critérios de seleção para o curso obedecerão às seguintes etapas:
1. Análise do Curriculum Vitae;
2. Entrevista;
Metodologia do Curso:
O Curso de Biologia Vegetal visa aperfeiçoar a docência dos ensinos Fundamental e Médio, no que se refere à aplicação dos conteúdos de Botânica. A metodologia será voltada à aplicação de técnicas pedagógicas, colocando o aluno diretamente em contato com o conteúdo a ser estudado, sendo a prática a base para buscar a fundamentação teórica, visando à construção do conhecimento.
Produção e apresentação de monografias:
- Cada aluno terá direito a um orientador e o orientador se achar necessário escolherá um co-orientador;
- As monografias serão orientadas em dois momentos:
a) o primeiro, através de seminários especiais, que subsidiarão o trabalho de orientação e elaboração da mesma. As datas serão definidas nas reuniões da coordenação, após o término do segundo módulo, ficando asseguradas 08 (oito) aulas para a realização de seminários especiais;
b) o segundo, corresponde a 90 horas/aulas, ocorrerão após os seminários especiais.
- O aluno terá um prazo de até 100 (cem) dias após o término do terceiro módulo para concluir e apresentar a monografia, frente a uma banca avaliadora. Este procedimento tem o objetivo de incentivar a pesquisa e a produção de conhecimentos. Para ser aprovado, o aluno tem que obter no mínimo nota 7,0 (sete).
Avaliação adotada
O processo avaliativo é parte da organização do Curso de Pós-Graduação em Biologia Vegetal como um todo, assim também como trabalho pedagógico de cada disciplina. Dessa forma, as práticas avaliativas adotadas por cada docente devem ter caráter flexível, formativo e processual e ser baseadas na reflexão, construção, criatividade, auto-avaliação e autonomia dos sujeitos. Nesse sentido, os procedimentos avaliativos a serem utilizados devem ser diversificados.
Aprendizagem do aluno
Para fazer jus ao certificado de Especialização, com validade nacional, o aluno deverá :
- Realizar os trabalhos individuais ou em grupo que forem solicitados;
- Cumprir, em tempo hábil, os prazos de entrega dos trabalhos requisitados;
- Realizar o exercício sobre os conteúdos vivenciados, valendo nota de 0 a 10;
- Participar das aulas e demonstrar domínio de conteúdo, criatividade e criticidade, além de ter comparecido a pelo menos 75% (setenta e cinco por cento) das aulas de cada disciplina;
- Entregar uma monografia e apresentá-la perante uma banca examinadora, em data marcada pela Coordenação do Curso.
Para fazer jus ao Certificado de Conclusão do curso, o aluno deverá ter freqüentado no mínimo a 75% da carga horária total do curso e ter obtido aproveitamento em cada uma das disciplinas deste curso. É necessário que o aluno tenha apresentado sua monografia perante uma banca instituída para este fim. É preciso também que o discente esteja adimplente com a situação financeira declarada pela Fundação de apoio conveniada. Conforme prevê a Resolução no. 39/2005, APRPPG/UFRPE expedirá os certificados aos pós-graduandos.