Apolônio Salles, um homem à frente do seu tempo.
Nascido em 24 de agosto de 1902, Apolônio Jorge de Farias Salles é o maior e mais importante nome da história do setor energético brasileiro, além de responsável por grandes inovações à frente do seu tempo na agricultura do Nordeste.Passou boa parte da infância no município de Altinho, onde concluiu o ensino primário na Escola Municipal, e completou o curso secundário no Colégio de São Bento de Olinda. Em 1923, formou-se em Agronomia pela Escola Superior de Agricultura de São Bento, em São Lourenço da Mata, lá permanecendo por alguns anos como professor.Como engenheiro-agrônomo da Secretaria de Agricultura, Indústria e Comércio de Pernambuco, assumiu, em 1934, a chefia do Serviço Estadual da Cana-de-Açúcar, onde introduziu diversas técnicas inovadoras de irrigação. Foi secretário estadual de Agricultura entre 1937 e 1942, implantando postos de criação de animais em diversos municípios, usinas de recebimento, resfriamento e distribuição de leite, serviços de avicultura e de piscicultura e inaugurou o Parque de Exposições de Animais em Recife.

Ministro da Agricultura no governo Getúlio Vargas de 28/02/1942 a 29/10/1945 e novamente de 29/06/1954 a 24/08/1954, Apolônio realizou a constituição da Comissão Brasileiro-Americana de Produção de Gêneros Alimentícios, a instalação de colônias agrícolas em diversos estados do país e a reorganização do Serviço de Meteorologia e do Centro Nacional de Ensino e Pesquisa Agronômica, com a criação da Universidade Rural, da Superintendência de Edifícios e Parques e do Instituto Agronômico do Sul, além da elaboração de um plano de mecanização da lavoura,entre outras ações. A essas medidas foram acrescidas, em 1944, a elaboração de uma legislação nacional para o associativismo rural e a efetivação de um convênio com o governo norte americano para prover educação às populações rurais, além da criação do Serviço de Expansão do Trigo.

Ainda no Ministério, em 1943, lançou uma campanha em defesa do aproveitamento da cachoeira de Paulo Afonso, que resultou na elaboração do Decreto Lei nº 8031, de 03 de outubro de 1945, autorizando a criação da Companhia Hidrelétrica do Rio São Francisco (CHESF), e abrindo crédito para a organização da companhia e lhe outorgando concessão para aproveitamento da energia hidráulica do rio São Francisco, no trecho compreendido entre Juazeiro (BA) e Piranhas (AL).

Em 1947, Apolônio Sales se elegeu Senador por Pernambuco. Em 1950 reelegeu-se, sendo que em 1954 volta a pasta da agricultura.

Em março de 1958, participou da reunião convocada pelo presidente Juscelino Kubitschek, a fim de discutir medidas de combate aos efeitos da seca que assolava o Nordeste. Nesse encontro surgiu a idéia de se criar um órgão voltado para o desenvolvimento da região, o que daria origem, mais tarde, à Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste, Sudene, fundada em dezembro de 1959.

Apolônio Sales concluiu seu mandato de senador em 1959 e em 1962 assumiu a presidência da CHESF, permanecendo à frente da companhia até 1974. Neste ano, tornou-se presidente do conselho de administração da empresa.

Faleceu no Rio de Janeiro no dia 12 de outubro de 1982. Foi casado com Isabel Irene Dias Sales, com quem teve sete filhos.

Não é de se negar que, com tantos feitos, Apolônio Salles seja o nosso grande inspirador, patrono de nossas atividades.

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